terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fim do narcisismo !?!


Narcisismo será retirado da "bíblia"

dos transtornos psiquiátricos

Por Charles Zanor*
The New York Times


Os narcisistas, para a surpresa da maioria dos especialistas, estão quase se tornando uma espécie em extinção. Não que eles estejam encarando uma extinção iminente. O destino será muito pior. Eles ainda existirão, mas serão ignorados.
A quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (previsto para ser lançado em 2013, e conhecido como DSM-5) eliminou cinco dos dez transtornos de personalidade que estão listados na edição atual.
O distúrbio de personalidade narcisista é o mais conhecido entre os cinco, e sua ausência tem causado muito alvoroço entre os profissionais da saúde.
A maioria dos leigos tem uma boa ideia do que seja o narcisismo, mas a definição formal é mais precisa do que o significado encontrado no dicionário.
Nossa imagem cotidiana de um narcisista é de uma pessoa muito egocêntrica - a conversa sempre gira em torno dela. Embora não se aplique a pessoas com distúrbio de personalidade narcisista (DPN), essa caracterização é muito ampla. Existem pessoas completamente egocêntricas que não se qualificariam no diagnóstico de DPN.
O requisito principal para o DPN é um tipo especial de autoabsorção: um senso grandioso de autoestima, um sério erro de cálculo de suas próprias habilidades e potenciais que é muitas vezes acompanhado por fantasias de superioridade. É a diferença entre dois estudantes com capacidade moderada que jogam beisebol: um é absolutamente convencido de que será um jogador da liga principal, e o outro espera por uma bolsa de estudos para cursar a faculdade.
É claro, seria prematuro chamar o primeiro estudante de narcisista nesta idade, mas imagine o mesmo tipo de atitude incessante e irrealista 10 ou 20 anos mais tarde.
O segundo requisito para o DPN: visto que o narcisista é tão convencido (a maioria são homens), ele automaticamente espera que os outros reconheçam e falem sobre as suas maiores qualidades. Isso é geralmente conhecido como "espelhamento". Ele não se contenta em saber que é bom. Os outros devem confirmar isso, rápido e com frequência.
Finalmente, os narcisistas, que desejam a aprovação e a admiração dos outros, não têm noção sobre como as coisas parecem da perspectiva dos outros. Os narcisistas são muito sensíveis ao serem ignorados ou menosprezados, mas dificilmente reconhecem quando estão fazendo isso com os outros.
A maioria de nós concordaria que este é um perfil facilmente reconhecível, e é uma incógnita o porquê o manual do comitê sobre distúrbios de personalidade decidiu tirar o DPN da lista. Muitos especialistas da área não estão felizes com isso.
Na verdade, eles também não estão felizes com a eliminação de outros quatro distúrbios, e não têm vergonha de dizer isso.
Um dos críticos mais renomados do comitê sobre distúrbios de personalidade é o psiquiatra de Harvard, Dr. John Gunderson, antigo na área, foi quem conduziu o comitê de distúrbios de personalidade para o manual atual.
Questionado sobre o que achou sobre a eliminação do DPN, ele disse que o manual apenas mostrou o quão "ignorante" é o comitê.
 "Eles têm pouco conhecimento sobre o dano que podem estar causando". Disse também que o diagnóstico é importante para organizar e planejar o tratamento.
 "É perversa", disse sobre a decisão, "e creio que é a primeira que elimina metade de um grupo de distúrbios pelo comitê".
Ele também culpou a chamada abordagem dimensional, um método de diagnóstico de distúrbio de personalidade que é novo para a DSM. Consiste em fazer um diagnóstico global e geral do distúrbio da personalidade para um determinado paciente, e então, selecionar traços particulares de uma longa lista para melhor descrever aquele paciente específico.
Isto é um contraste com a abordagem que tem sido usada há 30 anos: a síndrome narcisista é definida por um conjunto de traços relacionados, e o paciente é classificado naquele perfil.
A abordagem dimensional tem o apelo de um pedido à la carte _você pede o que quer, nada mais e nada menos.
Uma coisa é chamar alguém de elegante e bem vestido. Outra coisa é chamar de almofadinha. Cada um desses termos tem significados levemente diferentes e evoca um tipo.
E os médicos gostam de tipos. A ideia de substituir o diagnóstico padrão do DPN pelo diagnóstico dimensional como "distúrbio de personalidade com traços narcisistas e manipuladores" não vai dar certo.
Jonathan Shedler, psicólogo da Faculdade de Medicina da Universidade de Colorado, disse: "Os médicos estão acostumados a pensar em termos de síndromes, e não traços separados. Já os pesquisadores pensam em termos de variáveis, e há simplesmente uma cisma enorme". Ele disse que o comitê foi formado "por vários pesquisadores acadêmicos que não atuam muito na prática clínica. Vemos ainda outra manifestação do que é chamado na psicologia de cisma na prática da ciência".
Cisma provavelmente não seja um exagero. Há 30 anos o DSM tem sido o padrão inquestionável que os médicos consultam ao diagnosticar distúrbios mentais. Quando um novo diagnóstico é introduzido, ou um diagnóstico estabelecido é substancialmente modificado ou excluído, isso não é pouca coisa. Como disse Gunderson, isso afetará a maneira como os profissionais pensam e tratam seus pacientes.
Levando isso em consideração, a falta de informação dos especialistas em distúrbios de personalidade não deverá ser novidade.
Gunderson escreveu uma carta co-assinada por outros pesquisadores e médicos à Associação Psiquiátrica Americana e à força-tarefa que dirige a DSM-5. Além disso, Shedles e sete colaboradores publicaram um editorial na edição de setembro da Revista Americana de Psiquiatria.
Em um mundo relativamente pequeno de diagnósticos de saúde mental, esta é uma batalha que certamente vale a pena assistir.
Agora, está claro que é muito cedo para os narcisistas desistirem do seu lugar na lista.
* Charles Zanor é psicólogo em West Springfield, Massachusetts, EUA.

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Acupuntura no SUS



VITÓRIA 
ACUPUNTURA MULTIDISCIPLINAR NO SUS 
COM RECONHECIMENTO VIA DATASUS

PORTARIA Nº 84, DE 25 DE MARÇO DE 2009. O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a Portaria SAS/MS nº 511, de 29 de dezembro de 2000, que estabelece o cadastramento dos estabelecimentos de saúde no país, vinculados ou não ao Sistema Único de Saúde – SUS;

Considerando a Portaria nº 399/GM, de 22 de fevereiro de 2006, que divulga o Pacto pela Saúde 2006 Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto; Considerando a necessidade de atualizar a Portaria SAS/MS nº 154, de 18 de março de 2008, adequando-a às diretrizes da Portaria nº 971/GM, de 03 de maio de 2006, que institui a Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares no âmbito do SUS; e Considerando a necessidade de adequar o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde ? SCNES, resolve:

Art. 1º Adequar o serviço especializado 134 ? SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS e sua classificação 001 – ACUPUNTURA de acordo com a tabela a seguir: COD SERV DESCRICAO DO SERVIÇO COD CLASS DESCRIÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO 134 SERVIÇO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS 001 ACUPUNTURA GRUPO 1 CBO DESCRIÇÃO 2231-01 MÉDICO ACUPUNTURISTA GRUPO 2 2235-05 ENFERMEIRO GRUPO 3 2212-05 BIOMEDICO GRUPO 4 2236-50 FISIOTERAPEUTA ACUPUNTURISTA GRUPO 5 2515-10 PSICÓLOGO CLÍNICO – PSICÓLOGO ACUPUNTURISTA GRUPO 6 2234-05 FARMACÊUTICO

Parágrafo único: Permanecem inalteradas as demais classificações deste serviço. Art. 2º – Caberá ao Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas ? Coordenação Geral dos Sistemas de Informação, com o apoio do Departamento de Atenção Básica – DAB/SAS/MS, adotar as providências necessárias junto ao Departamento de Informática do SUS – DATASUS/SE/MS, para o cumprimento do disposto nesta Portaria. 

Art. 3º – Esta Portaria entra em vigor na competência abril de 2009.

Alberto Beltrame – Secretário

Procedimento de Acupuntura pelo SUS cresce mais de 120%
UOL/Ciência e Saúde 05/01/2010 – 11h42
Da Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam aumento no número de procedimentos de medicina não convencional (acupuntura, Medicina Tradicional Chinesa, homeopatia, plantas medicinais e fitoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS). De 2007 para 2008, as consultas de acupuntura, por exemplo, cresceram 122,7% , passando de 97.240 sessões para 216.616.
No caso das práticas corporais, que incluem tai chi chuan e lian gong, o crescimento foi de 358% nos últimos três anos, de acordo com o ministério.

A coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), Carmen De Simoni, aponta três fatores para a expansão da medicina não convencional dentro da rede pública de saúde: a criação da política, em 2006, que incluiu procedimentos antes não existentes no SUS ou ainda pouco utilizados, a divulgação das práticas visando acabar com o estigma em relação à medicina não convencional e o incentivo aos profissionais para a adoção desses procedimentos.
?Houve estímulo aos profissionais que já estavam no SUS, que são homeopatas e acupunturistas, a colocarem à disposição do sistema esse conhecimento?, disse a coordenadora à Agência Brasil.
Além disso, o governo federal aplicou recursos maciços na ampliação da medicina alternativa. Na homeopatia, o investimento saiu de R$ 611,3 mil, em 2000, para R$ 2,9 milhões, em 2008, incremento de cerca 383%. Em acupuntura, o desembolso teve aumento de aproximadamente 1.420% nesse mesmo período, de R$ 278 mil para R$ 3,9 milhões.

Para o presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, que oferece cursos na área, Evaldo Martins, o baixo custo da técnica milenar chinesa, que usa agulhas, e a rápida recuperação do paciente contribuíram para a expansão da prática no SUS. O atendimento é feito, na maior parte dos casos, em postos de saúde e nos Núcleos de Saúde da Família por médicos especializados ou acupunturistas.

Ele critica entretanto o projeto de lei conhecido como Ato Médico – que dispõe sobre as atividades privativas da profissão – e prevê prejuízos na prestação dos serviços à população se a proposta virar lei. Segundo ele, estima-se que existam 30 mil acupunturistas no país, sendo apenas 25% médicos.
Alguns profissionais de saúde também divergem sobre o projeto sob alegação de que procedimentos, atualmente desempenhados por outras categorias, se tornarão exclusivos dos médicos.
Para a coordenadora Carmen De Simoni, a tendência é de crescimento no número de consultas e o projeto não será um obstáculo a essa ampliação.

?Acredito que todas as categorias de saúde tenham o que aportar ao cuidado em saúde e também acredito que a categoria médica é muito relevante, tem muito a contribuir, assim como a fisioterapia, a biologia e a enfermagem e as 14 categorias da saúde. Não vamos ter nenhum tipo de redução [na prestação do atendimento alternativo] por aprovação de algo tão esperado como a lei de exercício de uma categoria profissional? Afirmou a coordenadora.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, em outubro passado, e volta ao Senado para votação.

Clique no botão abaixo para fazer o download de uma apresentação sobre a Acupuntura no SUS:



Retirado da Escola Zang Fu

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia Mundial de Luta Contra a Aids


ACUPUNTURA
Uma aliada no tratamento anti-Aids


Sempre ouvimos falar que, a partir do surgimento da chamada terapia tríplice anti-Aids, as pessoas portadoras do HIV passaram a ter uma maior expectativa de vida. Sem dúvida, tomar os anti-retrovirais corretamente é a primeira e fundamental etapa na luta contra o HIV. Mas podemos ir muito além disso. Mais do que tempo de vida, hoje, quem tem o vírus da Aids quer viver melhor. Para isso sabemos que é necessário não só combater o vírus mas também promover a saúde do corpo e da mente. Desde o início, a Saber Viver vem mostrando o quanto o apoio psicológico, a alimentação e a atividade física, quando bem orientados, são importantes para uma vida saudável. Agora chegou a hora de mostrar a vocês o que muitas pessoas que vivem com o HIV já conhecem: os benefícios das terapias conhecidas como complementares. Vamos começar pela acupuntura.

A acupuntura é uma técnica terapêutica da medicina oriental em que pequenas agulhas são espetadas no corpo para ativar seus pontos vitais. Para a medicina oriental, o corpo, a mente e as emoções são indissolúveis. Nós somos uma unidade. Então, se uma doença como a Aids está atacando o nosso organismo, isso vai se refletir nas nossas emoções. Assim como o lado emocional também influencia o físico. O tratamento pela acupuntura ajuda o paciente a reencontrar o equilíbrio energético de seu corpo como um todo, reunindo físico e mente. O reequilíbrio orgânico vem em conseqüência do reequilíbrio energético. Na prática, o paciente sente um bem estar que vai se refletir na saúde do seu organismo, auxiliando inclusive a reestruturação do seu sistema imunológico.

Estimular as defesas do organismo


Cláudio Aquino, médico carioca que se utiliza da acupuntura entre outras terapias para tratar pacientes portadores do HIV, diz que a Aids, como todas as doenças, é multifatorial: "O HIV é um fator necessário para a doença, mas não é suficiente. Sabemos que vários fatores influenciam no processo da Aids. O sistema imunológico é suscetível à alimentação, à emoção e ao stress. O tratamento também deve ser multifatorial. A medicina alopática utiliza os medicamentos anti-retrovirais para atacar o vírus HIV, mas possui poucos medicamentos que fortalecem diretamente o sistema imunológico. A medicina vibracional, que inclui a acupuntura e a homeopatia, atua estimulando diretamente as defesas do organismo. No caso de uma pessoa HIV positiva, o ideal é que se utilize simultaneamente a medicina alopática e a vibracional. Por um lado, com as drogas químicas, conseguimos segurar o risco de vida, o risco de infecções, e por outro lado, com a medicina vibracional, fortalecemos o organismo. Na acupuntura, por exemplo, existem pontos específicos que estimulam o sistema imunológico".

Melhor qualidade de vida


No Centro de Referência e Tratamento (CRT-DST/Aids), em São Paulo, a acupuntura tem sido usada, com sucesso, para minimizar os efeitos colaterais causados pelos medicamentos anti-Aids, além de auxiliar no combate de algumas doenças oportunistas decorrentes da infecção pelo HIV. O médico Remo Rotela Jr. atende semanalmente 27 pessoas portadoras do HIV em um ambulatório de acupuntura improvisado no CRT. Além das agulhas, ele utiliza bastões de moxabustão para aquecer pontos energéticos do corpo, frascos de vidro para aplicação de ventosas e um aparelho para eletroacupuntura. Remo Rotela tem notado uma indiscutível melhora na qualidade de vida de seus pacientes, muitos com depressão e síndrome de ansiedade, alguns dependentes de drogas. "As diarréias, náuseas e vômitos, decorrentes do uso de anti-retrovirais, tornam-se muito menos freqüentes com algumas sessões de acupuntura e moxabustão. Problemas respiratórios também podem ser tratados com acupuntura, muitas vezes em conjunto com ventosas. Os edemas e dores decorrentes das lesões do Sarcoma de Kaposi melhoram muito com a utilização do aparelho de eletroacupuntura", afirma o médico acupunturista. Em seu ambulatório, encontra-se uma grande diversidade de males sendo tratados, mas pacientes que sofrem de neuropatia periférica, efeito colateral provocado por alguns retrovirais, são maioria.
Há 3 anos, Hugo Hagstron (foto) toma medicamentos para combater uma dormência crônica nos pés e nas mãos e câimbras constantes, sintomas da neuropatia periférica. Nos últimos tempos, esses medicamentos já não estavam mais surtindo efeito. Desde que iniciou o tratamento de acupuntura no CRT, há 2 meses, Hugo melhorou muito. "Agora a intensidade é muito menor e passo horas sem sentir nada. A acupuntura também diminuiu a minha ansiedade. Eu antes tinha um pouco de ojeriza às agulhas, mas venci a resistência", diz ele.

Tácito Molica (foto) também sofre com este efeito colateral que faz com que seus pés e mãos fiquem muito doloridos: "Depois de 4 meses de acupuntura, as dores das mãos sumiram e os pés só doem quando ando muito. Além disso também estou conseguindo dormir melhor".

Ana Rita, há 2 anos, mal conseguia pisar, conseqüência da neuropatia periférica: "Minha planta do pé estava super sensível, dando choque. Tomei todos os remédios que me indicaram, mas nada adiantou e ainda piorou a minha ansiedade. Foi maravilhoso descobrir a acupuntura do CRT. Na primeira sessão já senti diferença. Depois de 3 sessões melhorou muito. Já consigo até usar salto alto". 

Com esperança de ter uma melhor qualidade de vida, as pessoas portadoras do HIV, estão saindo em busca de alternativas que possam colaborar no tratamento anti-Aids. Muitos encontraram na acupuntura uma grande aliada. O importante é saber que a sua saúde depende sobretudo de você.

Enquanto no Rio de Janeiro a implantação de um serviço de acupuntura na rede pública, específico para pacientes portadores do HIV, ainda está em estudos, em São Paulo, o Centro de Referência e Tratamento (CRT-DST/Aids) oferece este serviço gratuito há 5 meses. Anote o endereço: Rua Santa Cruz, 81 Vila Mariana. São Paulo – SP

Fonte: http://www.saberviver.org.br/

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pesquisa FAPESP - Acupuntura


A química da acupuntura
Agulhas acionam neurotransmissor e protegem contra úlcera gástrica e paradas na respiração durante o sono



Reconhecida como especialidade médica no Brasil há dez anos, a acupuntura ainda carece de provas de que é eficaz do ponto de vista científico. Estudos com animais e seres humanos indicam que essa técnica chinesa milenar, baseada na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo para restabelecer a saúde, funciona sim, mas apenas em determinados casos. O uso das agulhas já se mostrou eficiente no combate à dor e às intensas náuseas provocadas pelo uso de medicamentos contra o câncer. Também se revelou como um potente aliado no tratamento da asma, do acidente vascular cerebral e do uso abusivo de drogas.

Agora três pesquisas conduzidas na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostram que a acupuntura pode combater gastrite e úlcera, além das interrupções na respiração que prejudicam a qualidade do sono. Mais importante: esses trabalhos ajudam a entender como ela funciona. Ao que tudo indica as agulhas, aplicadas em determinados pontos do corpo, promovem a liberação ou o melhor aproveitamento de uma substância química chamada serotonina. Mais conhecida como um mensageiro químico (neurotransmissor) que leva informações de uma célula a outra no sistema nervoso central, a serotonina também age como potente analgésico nos nervos periféricos, que se prolongam pelos braços, pelas pernas e pelo tronco.

Segundo a tradição oriental, a energia vital Qi circula pelo organismo ao longo de meridianos que terminam em pontos específicos da pele. O bom funcionamento do corpo depende do equilíbrio entre as duas forças contrárias e complementares – yin e yang – que compõem Qi. Se esse equilíbrio se desfaz, o corpo adoece. A acupuntura então tenta restabelecer esse equilíbrio energético pela manipulação das agulhas espetadas em alguns dos mais de mil pontos já identificados.

Na interpretação da medicina ocidental, esses pontos correspondem a terminações nervosas que, excitadas por meio de agulhas ou de calor, enviam um sinal ao sistema nervoso central que, por sua vez, o decifra e devolve uma resposta a regiões específicas do corpo. “Ainda não sabemos como esse processo começa nem se a serotonina é produzida em maior quantidade ou apenas é mais bem aproveitada pelos neurônios”, comenta o neurofisiologista Luiz Eugenio Mello, um dos coordenadores dos estudos da Unifesp. “Os resultados mostram que a acupuntura precisa da serotonina para funcionar”, diz.

Essa não é uma suspeita recente. Na década de 1980, estudos feitos no Japão e na China indicavam que era esse neurotransmissor o responsável pela redução da dor após as sessões de acupuntura. Interessados em produzir embasamento científico para a acupuntura, os pesquisadores da Unifesp decidiram verificar se a serotonina também estava associada aos efeitos benéficos observados no tratamento de outros problemas. Os primeiros estudos indicam: sem serotonina, nada feito.

Em um dos experimentos, o grupo paulista avaliou se a acupuntura poderia aliviar os sintomas de quem sofre de apnéia do sono, como são chamadas as freqüentes interrupções de até dez segundos na respiração durante o descanso noturno. Esses bloqueios na passagem de ar – em geral provocados pelo estreitamento da faringe, tubo muscular que conduz o ar aos pulmões – podem ocorrer até 30 vezes por hora nos casos graves. Como a pessoa acorda a cada episódio, o sono deixa de ser restaurador. No dia seguinte o cansaço é maior do que ao deitar. Apesar de eficaz, o tratamento incomoda. Os médicos indicam ao paciente o uso de um aparelho conhecido como CPAP – sigla de Continuous Positive Airway Pressure –, uma máscara conectada a um pequeno compressor que mantém constante o fluxo de ar para os pulmões.

A equipe coordenada por especialistas de três áreas – Luiz Eugenio Mello, da neurofisiologia, Sergio Tufik, da medicina do sono, e Ysao Yamamura, do Setor de Medicina Chinesa e Acupuntura – decidiu então verificar se dez aplicações de acupuntura ao longo de três meses produziriam algum benefício real para essas pessoas. Os pesquisadores selecionaram 36 portadores de apnéia e os separaram em três grupos. Os integrantes do primeiro não foram tratados, enquanto as pessoas do segundo receberam aplicações de agulhas em pontos que reconhecidamente não produzem efeito (pontos falsos) – nesse caso, o objetivo era verificar se a simples sugestão de que a acupuntura possa funcionar produz algum efeito sobre o organismo. Só os integrantes do terceiro grupo receberam aplicação de agulhas nos pontos corretos.

Depois de três meses, os pesquisadores reavaliaram os participantes. As interrupções da respiração se agravaram entre os que não receberam tratamento. Quem passou pelas sessões de acupuntura falsa relatou, de modo genérico, que o sono havia melhorado, mas um exame que mede a atividade elétrica do cérebro durante o sono não confirmou esses resultados. A equipe de Mello só constatou melhora real entre aqueles tratados com aplicações de agulha nos pontos corretos: metade deixou de apresentar interrupções na respiração, enquanto houve uma redução de 80% nos episódios da outra metade. “Do ponto de vista quantitativo, a melhora proporcionada pela acupuntura é semelhante à obtida com o CPAP”, afirma Anaflávia Freire, uma das autoras do estudo. “Mas a acupuntura foi infinitamente superior em termos de qualidade de vida”, completa a pesquisadora, que atribui o resultado à ação da serotonina, associada ao fortalecimento dos músculos da traquéia.

Em outro experimento, o grupo da Unifesp comparou, em ratos, os efeitos da acupuntura no combate à úlcera gástrica usando outra técnica da medicina oriental chamada moxibustão. A moxibustão – ou moxa, como também é conhecida – utiliza um bastão em brasa de folhas secas da planta Artemisia vulgaris, enroladas na forma de um charuto, para aquecer os pontos de energia da acupuntura ou as próprias agulhas aplicadas nesses pontos. Segundo a medicina chinesa, a moxibustão atua sobre as fibras nervosas que conduzem os estímulos de forma mais lenta, enquanto as agulhas agem sobre as fibras de condução rápida. Os dados indicam que ambas as técnicas auxiliam o combate à úlcera gástrica.

Antes das aplicações de acupuntura ou de moxibustão, os pesquisadores deram aos animais uma dose de indometacina, um antiinflamatório que induz à formação de lesões no estômago. Meia hora mais tarde, alguns ratos foram submetidos ao tratamento com a moxa, aplicada por cinco minutos nos pontos recomendados pela acupuntura – na lateral das patas para combater o problema no estômago. Um segundo grupo recebeu aplicações em pontos falsos, enquanto um terceiro não foi tratado. Seis horas após as sessões de moxibustão, os pesquisadores observaram melhoras significativas nos animais do primeiro grupo. O número de lesões no estômago foi quatro vezes menor que o apresentado pelos ratos que não receberam tratamento e fizeram parte do grupo de controle. Nos ratos que passaram por aplicações em pontos fictícios, o número de lesões foi metade do apresentado pelo grupo de controle, segundo artigo publicado na Digestive Diseases and Sciences.
Talvez os céticos questionem: esses resultados não se devem apenas ao efeito do calor, reconhecidamente um antiinflamatório? Para desfazer dúvidas, a equipe comparou a ação da moxa com a de duas outras fontes de calor: charuto em brasa e bolsa de água quente. Novamente os resultados confirmaram: a técnica oriental foi duas vezes mais eficiente que o charuto e três mais que a bolsa. Mas faltava entender por que a moxa reduz o surgimento de lesões quando usada na temperatura correta (60°C).

A resposta surgiu em um terceiro trabalho, conduzido por Gisele Sugai. Ela verificou que, em ratos, a moxa acelera os movimentos do estômago que empurram os alimentos até os intestinos. O aumento no ritmo desses movimentos expulsa a indometacina mais rapidamente e evita as lesões, como descreveu a equipe em um artigo publicado naPhysiology Behaviour de outubro de 2004. Nesse mesmo estudo, Gisele observou que a aplicação de agulhas nas patas dos animais produzia efeito semelhante ao da moxa. “Nessa situação, é provável que a serotonina ajude a acelerar os movimentos do estômago”, diz Mello.


Passo seguinte: verificar se a redução das lesões no estômago estava mesmo associada à serotonina. Os ratos receberam então uma dose de paraclorofenilalanina (PCPA), que bloqueia a produção desse neurotransmissor. Dessa vez o efeito das agulhas sobre os movimentos do estômago foi nulo. A PCPA também diminuiu significativamente a estimulação provocada pela moxa. “Quando existe produção de serotonina, os resultados da acupuntura são significativamente melhores”, afirma Mello. Como o estudo foi realizado com ratos, é pouco provável que a diminuição das lesões seja decorrente do efeito placebo – resultado real produzido pela crença de que uma substância ou tratamento inócuo vai funcionar.

A compreensão do efeito analgésico disparado pelas agulhas aumentou recentemente, com um estudo publicado na Neuroimage. Usando uma técnica que faz imagens do cérebro em atividade, George Lewith, da Universidade Southampton, constatou que, aplicadas corretamente, as agulhas ativam áreas produtoras de substâncias analgésicas, as endorfinas, além de áreas associadas à inibição da dor. Mas o consenso sobre a eficácia dessa técnica oriental parece distante.  Klaus Lind, da Universidade Técnica de Munique, Alemanha, comparou os efeitos da acupuntura real e da acupuntura com agulhas falsas contra a enxaqueca. Publicados em maio no Journal of the American Medical Association, os resultados sugerem que a acupuntura exerce apenas uma influência psicológica sobre o organismo.

Na busca por evidências científicas sobre a eficácia da acupuntura, quem ganha são os pacientes. Em 1992, Ysao Yamamura criou na Unifesp o Setor de Medicina Chinesa e Acupuntura, que além de realizar pesquisas atende os casos de dores ósseas e musculares agudas. Três anos mais tarde, o fisiatra Wu Tu Hsing organizou o curso de especialização em acupuntura do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). No ambulatório do instituto são atendidos cerca de cem pacientes por semana com dores nos ossos e nas articulações. “O preconceito está diminuindo”, afirma Hong Jin Pai, do Centro de Dor da Clínica de Neurologia da USP. O esforço desses pioneiros valeu. Em 1995, o Conselho Federal de Medicina reconheceu a acupuntura como uma especialidade da medicina. Calcula-se que hoje existam cerca de 50 cursos de especialização em acupuntura em escolas médicas no país, cenário bem distinto de algumas décadas atrás, quando a técnica era aplicada por pessoas sem formação na área da saúde.




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Projeto de Lei do Ato Médico


Newsletter COFFITO 23/11/2010

Projeto de Lei do Ato Médico não entrará em regime de urgência
 
O presidente do Senado Federal, José Sarney, garantiu que o Projeto de Lei 268/2002, conhecido como Ato Médico, não entrará em regime de urgência nesta legislatura. Atendendo à solicitação de representantes do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), dos Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefitos) e de várias entidades nacionais de trabalhadores da saúde, Sarney reconheceu a complexidade do assunto e a inviabilidade da apreciação do Projeto enquanto não houver consenso.
As lideranças argumentaram que o texto do projeto não respeita os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e que vai de encontro ao modelo de saúde multiprofissional. O Conselho Nacional de Saúde (CNS) reforçou que realizar a votação em final de mandato não atende ao interesse público e que é necessário retomar o debate com a oitiva do Conselho.
Caso seja aprovado, o Ato Médico afetará diretamente os pacientes, que não poderão ser beneficiados com o atendimento integrado de profissionais de várias áreas da saúde.
A maioria das entidades do setor é contra a proposição. Em 2004, a categoria enviou à presidência do Senado um documento com mais de um milhão de assinaturas contrárias à aprovação do Ato Médico e, desde lá, tem atuado ativamente nesta causa.
Confira a notícia no site do Senado.


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SBlogI: Efeito da acupuntura no sistema imune de idosos

FONTE: SBlogI

Moisés Bauer, professor do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, vem estudando a relação entre estresse, sistema imune e envelhecimento. Em trabalho publicado recentemente naNeurosci Lett (leia resumo aqui), Bauer investigou o efeito da acupuntura em variáveis psicológicas e na proliferação linfocitária, em indivíduos adultos e idosos, ambos sadios. Os principais resultados do trabalho foram: a acupuntura foi eficiente em diminuir o estresse, tanto em adultos quando em idosos. Após as seis sessões de acupuntura, os linfócitos T de idosos aumentaram significativamente sua capacidade proliferativa, o que não foi observado com os linfócitos T de adultos. Leia abaixo uma breve entrevista com Bauer.

1. O que acontece com o nosso sistema imune quando envelhecemos?
Existe uma re-organização de quase todas as funções imunológicas ao longo do envelhecimento, com impacto maior na imunidade adaptativa baseada em células T. Muitas pessoas atribuem a imunossenescência com funções diminuídas e isso não é verdade. Por exemplo, existe um aumento de citocinas pró-inflamatórias no envelhecimento e acúmulo de células T de memória, com imunidade intacta aos antígenos mais antigos durante a nossa vida.

2. O Sr vem estudando estresse, sistema imune e envelhecimento. Quais têm sido suas principais conclusões sobre o impacto do estresse em idosos? Qual é a fonte de estresse em idosos?
A principal conclusão é de que o estresse psicológico acelera o processo de imunossenescência através do aumento de glicocorticóides endógenos (cortisol) e diminuição de DHEA (dehidroepiandrosterona). A fonte de estresse é variada e inclui a depressão associada a perda de parentes queridos assim como a exclusão social. Talvez envelhecer seja ver o mundo gradualmente mais em P&B. Temos um dever social de tentar atenuar este processo, trazendo um pouco mais de cor aos idosos, principalmente aqueles com transtornos afetivos.

3. Sobre o trabalho publicado agora na Neuroscience Letters, quais são os próximos passos? Vocês pretendem medir a secreção de neurotransmissores e hormônios em resposta ao tratamento com acupuntura?
Acho que isso seria uma ideia interessante. Gostaríamos de avaliar os níveis de cortisol e adrenalina após uma intervenção de acupuntura. Nossos dados são ainda preliminares, mas apontam as próximas direções nesta área de pesquisa. Estudos duplo-cegos randomizados são necessários.

4. O Sr comenta no trabalho sobre possíveis mecanismos para explicar como a acupuntura levaria ao aumento da proliferação de linfócitos, possivelmente levando a um aumento da secreção de IL-2. Como aconteceria tal aumento de IL-2? Acredito que esta regulação está associada a modulação de neurotransmissores e hormônios induzidos pela acupuntura. Por exemplo, a acupuntura aumenta a secreção de noradrenalina e serotonina, neurotransmissores implicados na patofisiologia da depressão maior. A acupuntura estimula nervos sensoriais, produção de opióides endógenos e sistema nervoso autônomo. Sabemos hoje que todas essas vias regulam diretamente o sistema imune. Como verificamos um relaxamento muito importante após as sessões de acupuntura, espero encontrar níveis mais reduzidos de cortisol nestes sujeitos.

5. Os céticos possivelmente perguntariam: o aumento da proliferação de linfócitos observada após acunputura não poderia ser explicado por conta da agulha? E a comparação (tanto imunológica quanto psicológica) de pessoas que não receberam tratamento com acupuntura?
Neste estudo não utilizamos um controle sham (p. ex. com agulhas na superfície da pele) e essa dúvida permanece para ser esclarecida nos próximos estudos. Contudo, saliento que a proliferação linfocitária dos idosos foi completamente restaurada aos níveis observados nos jovens e isso é fantástico. Não conheço nenhum estudo atribuindo um efeito psicológico a restauração completa da imunidade das células T. Os nossos resultados sugerem que existe uma plasticidade nas células T envelhecidas e possibilidades de regulação são uma promessa real.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

FISIOLOGIA DE ACUPUNTURA




Drs. Marta Imamura e Wu Tu Hsing


REVISÃO DOS ÚLTIMOS 30 ANOS DE PESQUISA.


Os efeitos da Acupuntura e da eletroacupuntura são mediados através de uma variedade de mecanismos neurais e neuro químicos. As pesquisas realizadas no início da década de 70 inicialmente elas chegaram aos mecanismos para o efeito da anestesia por acupuntura. Nossos experimentos demonstraram que este efeito pode ser transferido de um coelho para através da transfusão do líquido céfalo raquidiana (LCR). Outras investigações exploraram o papel dos neuro transmissores centrais clássicos na mediação da analgesia por acupuntura, incluindo as capicolaminas e as celotoninas. A disponibilidade de modelos animais em ratos para a eletroacupuntura, utilizando a latência da retirada do rabo como uma avaliação biológica, permitiu novos experimentos para explicar a base desses efeitos. A liberação diferenciada de pepitídios ecliásticos do sistema nervoso central (SNC) pela eletrocupuntura de 2Hv liberando encefalinas e beta endocinas e a estimulação de 100Hv seletivamente aumenta a liberação de dinocina na medula espinal. A combinação de ambas as freqüências permite uma interação cinergística entre os três pepitídios ecliásticos endógenos e um efeito analgésico mais potente. Além disso, os tratamentos múltiplos com acupuntura com o tempo ou espaçamento de tempo ótimo deve resultar em um efeito cumulativo da eletrocupuntura. A distribuição binodal do efeito analgésico pode ser notado em um grande grupo de ratos que receberam eletrocupuntura (“maus respondedores” e “bons respondedores”). O mecanismo da baixa resposta pode ser explicado de duas maneiras: uma menor taxa de liberação de pepitídios opióides no SNC, e uma taxa alta de liberação de CCK-8, que exerce efeitos potentes anti-epiástios. Uma descoberta recente do pepitídio anti-epiástios é a orfanina (SQ) que também tem sido ligada a um efeito a um controle de réptil alimentação negativa de estimulação por eletrocupuntura. Novas pesquisas irão permitir a elucidação dos mecanismos no tratamento de acupuntura na detoxicação propiásticos e como diferenciar as diferentes entidades neurológicas e a sua resposta diferente a eletrocupuntura.


FENÔMENOS BÁSICOS DA ANALGESIA POR ACUPUNTURA EM INDIVÍDUOS HUMANOS NORMAIS.


O manuseio manual da agulha inserida em um ponto de acupuntura (IGLI 14) produz um aumento marcante um aumento significante no limiar de tolerância a dor pegumentar como medido através do método de iotonforeze de potássio (GRUPO DE PESQUISA DE ANESTESIA POR ACUPUNTURA, 1973) o tempo de início demorado tardio (período de 30 minutos de indução). É uma queda exponencial (T1 / 2= 16minutos) sugeriu o envolvimento de um mecanismo imoral.


MODELO ANIMAL NA ANALGESIA POR ACUPUNTURA


A evidência foi obtida demonstrando que a acupuntura ou a eletroacupuntura induz um aumento na latência da retirada do rabo do rato (HEN; HAN, 1979), e o aumento na resposta de latência do sapo (movimentos da cabeça fugindo de uma fonte de calor radiante) no coelho (HAN e ET OL., 1978). A evidência também demonstrou os modelos operantes de condicionamentos para demonstrar a acupuntura de analgesia em primatas.


INTENSIDADE DO ESTÍMULO


O efeito antinos-septível induzido pela eletroacupuntura demonstrou, (tanto em ratos como em coelhos) uma relação intensidade-resposta. Os parâmetros da estimulação elétrica (freqüência entre 2Hv e 100Hv, comprimento do pulso de 0.3ms, intensidade 1-3mA) ligados a uma agulha de aço inoxidável inserida no ponto de acupuntura são capazes de induzir a excitação de fibras AΔB e parcialmente de fibras A Δ assim como em uma pequena proporção de fibras C. O acréscimo adicional na intensidade da estimulação pela a eletroacupuntura que envolve mais fibras C, como no caso do controle inibitório nóxico de fuso poderia certamente aumentar a potência da analgesia, porém a dor e o extress gerados desse estímulo nóxico poderia prevenir o uso clínico. Foi relatado que o uso da capsa ensina para bloquear a transmissão da fibra C no nervo ciático do rato não afeta a analgesia por eletroacupuntura de modo significante (FAN; E ET OL., 1986), sugerindo que os ascerentes primários de fibras C podem não serem essenciais para a produção de analgesia convencional por eletroacupuntura. Entretanto as fibras AB e A Δ podem ser componentes mais importantes para as fibras ascerentes mediarem sinais de acupuntura para o sistema nervoso central e no intuito de produzir um efeito antinosseptível. Foi substantificado em um estudo recente utilizando a expressão C-Fos como um indicador da nossa excepção do corno posterior da medula espinal do rato ( ZHANG ET OL., 1994), demonstrando que a expressão da C-Fos induzida pela formalina nas camadas superficiais do corno posterior podem ser praticamente abolidas através da aplicação tópica de capsa ensina no nervo ciático. Sob as mesmas condições a discussão das fibras C, a aplicação de eletroacupuntura em pontos das pernas do rato ainda era capaz de induzir anti-nossecção utilizando a retirada do rabo como um índice de noscepção.


A ESPECIFICIDADE DO LOCAL DO PONTO DE ACUPUNTURA


A especificidade do sítio do ponto de acupuntura não deve ser supervalorizado quando se trata de analgesia. Não existe ainda nenhuma evidência clara que demonstre que uma estimulação de um simples ponto de acupuntura possa induzir uma analgesia sítio específica em áreas remotas. Cerca de dez pontos diferentes de acupuntura testados em voluntários humanos utilizando a iotonforeze de potássio para induzir dor experimental, o ponto (LI 14) foi encontrada o ponto de acupuntura mais eficaz para produzir um efeito analgésico geral (Grupo De Pesquisa De Anestesia Pop Acupuntura, 1973), provavelmente devido a densa inervação de fibras A beta nesta área (LU, 1983). O mecanismo de comportas também deve estar envolvido na analgesia segmentária , induzida pela acupuntura, especialmente quando a acupuntura é dada em um local de dolorimento (ache point ou aasim).


ANESTESIA POR ACUPUNTURA X ANESTESIA ASSISTIDA POR ACUPUNTURA


A extensão da analgesia pela acupuntura ou eletroacupuntura pode ser observada em animais em experimentação ou em humanos de modo substancial porém é apenas parcial em experimentos com ratos, a estimulação por eletroacupuntura (com intensidade menor de 3mA) promove um aumento na latência da retirada do rato em uma extensão equivalente a 4 Mmg/Kg (metade de uma dose máxima) de morfina. Em operações cirúrgicas, o uso de eletroacupuntura em combinação com a anestesia geral ou anestesia epidural reduz o consumo de anestésico por cerca de 50% (WANG ET OL., 1994; QU ET OL., 1996). Os resultados sugerem que a acupuntura ou a eletroacupuntura é capaz de produzir um efeito analgésico substancial porém não forte suficiente para abolir completamente a dor aguda invocada pela cirurgia.




ESTUDO DE TRANSFUSÃO DO LÍQUIDO CÉFALO RAQUIDIANO.

A transmissão do líquido céfalo raquidiano foi realizado em 1972 publicada em 1974 (GRUPO DE PESQUISA DE ANESTESIA POR ACUPUNTURA, 1974). Este estudo demonstrou que o efeito da analgesia por acupuntura em um coelho pode ser transferido para um outro coelho através da transfusão do líquido céfalo raquidiano (LCR). Este foi a primeira evidência científica que sugeria o mecanismo neuro químico mediando a analgesia por acupuntura. Esse achado desencadeou uma série de estudos para explorar o papel dos neuro transmissores centrais na mediação da analgesia por acupuntura, entre eles a cerotonina (HAN ET OL., 1979., XU ET OL., 1994 B) e das capicolaminas (HAN ET OL., 1979 B). De fato os agentes químicos que aumenta a disponibilidade de cerotonina na senda cináptica (por exemplo a cloremidramina) demonstraram apresentar um aumento potencializador significantemente a analgesia por acupuntura em procedimento operatório como a extração dentária.




LIBERAÇÃO DIFERENCIAL DE PEPITÍDIOS OPIÁCIOS NO SNC PELA ELETRACUPUNTURA DE FREQÜÊNCIAS DIFERENTES.

Um dos mecanismos mais importantes da analgesia por eletroacupuntura é que esta simulação acelera a liberação de pepitídios opiáceos no sistema nervoso central que interagem com receptores opiáceos relevantes para induzir um efeito antinosceptível o achado chave nesse ponto foi que a eletroacupuntura de 2Hv libera encefalina de beta endocina do cérebro e na medula espinhal para interagir nos receptores opiáceos MI e Δ no sistema nervoso central, enquanto que a estimulação de 100Hv seletivamente aumenta a liberação de dinocina na medula espinhal para interagir com os receptores opiáceos Kapa no corno posterior da medula espinhal (HAN., WANG, 1992). Este fenômeno originalmente demonstrou que ratos + coelhos também foi demonstrado ou confirmado em humanos (HAN ET OL., 1981). Novos estudos revelaram-se baixas freqüências (2Hv) e altas freqüências (100Hv) as estimulações podem ser mudadas automaticamente entre ambas, cada uma durando pelo menos 3 segundos, então todos os três tipos de pepitídios opiáceos (encefalinas, endocinas e dinocinas) podem ser liberadas simultaneamente. A interação cirurgística entre esses três pepitídios opiáceos endógenos, produz um efeito analgésico mais potente (CHEN,., HAN, 1992., CHEN ET OL., 1994). Estudos recentes revelaram que a estimulação de 2 e 100Hv utilizam diferentes dias nervosos para mediação do seu efeito analgésico (GUO ET OL., 1996 A, 1996 B., HAN., WANG 1992).




A REDUÇÃO DA SENSIBILIDADE (TOLERÂNCIA) DA ELETROACUPUNTURA PODE DESENVOLVER DURANTE ESTIMULAÇÃO PROLONGADA

A duração ótima da estimulação de eletroacupuntura tem sido demonstrada de 30 minutos, o qual é o período de indução necessário para o desenvolvimento da analgesia por acupuntura em humanos (GRUPO DE PESQUISA DE ANESTESIA POR ACUPUNTURA, 1976). Por outro lado, a estimulação que dura mais de uma a duas horas pode resultar inevitavelmente em uma redução gradual do efeito analgésico. Isto pode ser comparável com o desenvolvimento da tolerância morfina quanto múltiplas injeções são administradas em curtos intervalos de tempo, portanto o termo tolerância a acupuntura (HAN ET OL., 1981).
Um achado interessante é o de que ratos são feitos tolerantes a eletroacuputura de 2Hv ainda eram reativos a 100Hv, e vice e versa. Isto é compreensível porque a analgesia mediada por 2Hv e 100Hv são mediados por tipos diferentes de receptores opiáceos. A ativação de receptores opióides MI/ Δ pela encefalinas e endocinas na eletroacupuntura de baixa freqüência, e ativação de receptores opiáceos Kapa pela dinocina e eletroacupuntura de alta freqüência (CHEM., HAN, 1992). Os mecanismos para o desenvolvimento da tolerância por acupuntura são vários, dois entre eles foram bem clareados:
  1. A eletroacupuntura repetida acelera a liberação de pepitídios opiáceos que deflagram a alto regulação da expressão gênica que receptores opiáceos em áreas cerebrais identificadas (WANG ET OL., dados não publicados).
  2. 2.. A liberação de uma grande quantidade de pepitídios opiáceos no SNC conduz a liberação de um outro tipo de neuro pepitídio (CCK-8), que contagem com efeito opiáceo (ZHONU ET OL., 1993 A, 1993 B). Realmente, o desenvolvimento de tolerância a eletroacupuntura pode ser portergado pela administração central de um antagonista do receptor de CCK denominado L-365260, ou um anticorpo contra a CCK.




MAUS RESPONDEDORES X BONS RESPONDEDORES PARA ANALGESIA POR ACUPUNTURA.

Quando um grande grupo (maior do que 100) de ratos é dado uma seção padronizado de eletroacupuntura, pode-se notar facilmente uma distribuição bimodal do efeito analgésico. A análise CLUSTER revelou dois grupos distintos; um demostrava um aumento na resposta de retirada do rabo não mais que 50% (maus respondedores) e um outro grupo demonstravam um aumento na latência da retirada do rabo por 50% por até 150% (bons respondedores), . Esse fenômeno é reprodutível, pelo menos em dois dias. O que era interessante é que os maus respondedores para a acupuntura também é um mau respondedor a pequena dose (3Mmg/Kg) de morfina e vice e versa (TANG ET OL., 1997). Os mecanismos para ser um mau respondedor são demonstrados de duas maneiras pelo menos: uma baixa taxa de liberação de pepitídios opiáceos no SNC e uma alta taxa de liberação de CCK-8 que é um potente anti-opiáceo. Um rato mau respondedor pode se tornar um bom respondedor pela injeção de RENA anti-soro para CCK no cérebro para bloquear a expressão do gene codificador para CCK (TANG ET OL., 1997), ou pela administração de um componente caracterizado com o antagonista do receptor de CCK-8 (C- 365260) (TANG ET OL., 1996). Por outro lado uma raça de ratos denominados T77 TMN, que são altamente susceptíveis a tontura audiogênica, foram encontrados para serem bons respondedores a analgesia por eletroacupuntura nestes ratos foram encontrados conter um alto nível de beta endocina e um baixo nível de CCK em seu cérebro. Eles podem se tornar maus respondedores pela administração de um vetor contendo um DNA C para CCK que induz uma super expressão da CCK SNC (ZHANG ET OL., 1992). Portanto um balanço dinâmico entre os pepitídios opiáceos e os pepitídios anti-opiáceos no sistema nervoso central o parece ser o fator mais importante na determinação da efetividade na analgesia por eletroacupuntura.
Deve ser efatizado entretanto, que a CCK-8 é apenas um dos membros da família denominadas anti-pepitídios opiáceos. O novo membros tem sido referentemente descoberto e é denominado orfanina (OFQ), um pepitídio de 7 menoácidos. O fato da OFQ estar funcionando como um outro mecanismo para analgesia por eletroacupuntura e evidenciado por um achado recente de que o bloqueio na expressão gênica da OFQ pela administração de um RNA anti-soro OFQ produz um aumento dramático na analgesia induzida pela acupuntura (TIAN, XU, GRANDY, HAN, ABSTRAPTI para o 1996 INTERNACIONAL NARCOTIC WYVART 2 A 15 de julho de 1996 LONGBIT USA).




OS MECANISMOS PARA O EFEITO ANTI-OPIÁCIOS DA CCK-8


Essas evidências tem sido obtidas para demonstrar que a CCK-8 forma um controle de réptil alimentação negativo para analgesia propiáceos, com a elevação dos níveis de opiáceos que geram a transcrição gênica, a cinsiproteica e em última análise a liberação do pepitídio CCK, formando um breque para a analgesia excessiva pelo opiáceo (HAN, 1995 A). Uma série de estudos foram conduzidos para explorar o seu mecanismo molecular de ação (HAN, 1995 B). 1- A ligação entre receptores opiáceos e CCK: CCK-8 demonstrou diminuir o número e a assimilidade dos receptores opiáceos, evidenciado pela redução Dmax e um aumento da Kd no receptor ligante. 2- (TATCH-CLAMB) promoveu evidências diretas que demonstram que a supressão do opiáceo correntes de cálcio de alta voltagem pode ser revertida pela CCK-8, indicando que a interação opiácio/CCK ocorre na membrana de um dos ambos neurônios (LIU ET OL., 1995., XU ET OL., 1996). 3- CCK-8 parece induzir receptores opiáceos que não se acoplam das suas proteínas relevantes G, portanto interferindo na transdução dos sinais transmembrana induzido pelos pepitídios opiáceos (ZHANG ET OL., 1993 A) a ativação do CCK-8 através do fosfo izonidato (Fl) sinalizando no sistema nervoso central (ZHANG ET OL., 1992), que aumenta a concentração de cálcio livre intracelular pela mobilização de armazenamentos de cálcio intracelular, portanto reduzindo um efeito opiácio de cálcio livre intracelular (WANG ET OL., 1992).




TRATAMENTOS MÚLTIPLOS DE ACUPUNTURA COM O ESPAÇAMENO DE TEMPO APROPRIADO PODE RESULTAR NO EFEITO CUMULATIVO DA ELETROACUPUNTURA.

Alguns acupunturistas reclamam que o efeito terapêutico produzido por tratamentos múltiplos de acupuntura uma vez por semana é melhor que uma vez ao dia. Em ratos normais o efeito analgésico administrado pela eletroacupuntura realizada uma vez ao dia, uma vez a quatro dias, uma vez a cada sete dias, demonstrou-se que o regime de uma vez a cada quatro dias a analgesia por acupuntura demonstrou uma tendência a um fortalecimento gradual acompanhado de aumento gradual na concentração de monoamina de perfusato espinhal, enquanto esse regime de uma vez por dia, havia uma redução gradual do efeito analgésico, com o desenvolvimento da tolerância. Entretanto ratos com artrite experimental, o tempo de espaçamento ótimo para os melhores efeitos terapêuticos tornam-se diferente quando daqueles observados em ratos normais dependendo do modelo patológico que está sendo utilizado. Este é um assunto que merece maiores investigações.




CONCLUSÃO
O uso de metodologia científica moderna é absolutamente essencial para clarificação da base científica para terapêutica com acupuntura. Pesquisa na fisiologia da acupuntura contribuíram para o desenvolvimento da neurociência a partir do nível molecular ao comportamental. Questões que surgem na prática clínica são fontes preciosas para pesquisa básica dos mecanismos de acupuntura. A pesquisa de alta qualidade científica irá certamente pavimentar os caminhos para a aceitação do uso popular da acupuntura relacionado as técnicas para o benefício do paciente que sofre da dor crônica e também de outros distúrbios funcionais. (HAN,1994).
O oktapepídio coles estuquímica reverte o receptor opiácio Kapa.




DEPRESSÃO MEDIADA DAS CORRENTES DE CÁLCIO DO CORNO POSTERIOR DA MEDULA ESPINAL DO RATO.


Os neurônios do corno posterior da medula espinhal transmitem sinais de temperatura tato, noz cepção e estiramento muscular tendínio da periferia para a medula espinhal. Pepitídios opiáceos são importantes mediadores químicos na inibição pré-cinápticas, uma vez que causam tanta redução da liberação de neuro transmissores (nº 16 cap. Página 509) e a redução da duração do potencial de ação dos neurônios do glândulo da raiz dorsal (ref. 27’página 509). A ativação de receptores opiáceos Kapa para inibir os canais de cálcio (8), portanto reduzindo a liberação de neuro transmissores dependentes do cálcio ou neuro transmissores cálcio dependentes.
O oktapepitídio coles estuquímica (CCK-8), que é conhecida como um pepitídio endógeno anti-opiácio (10) é prevalente em várias partes do sistema nervoso central, notavelmente nas substância gelatinosas da medula espinhal em uma grande variedade de espécie (7, 12). Existe evidência de que a CCK não apenas produz excitação neuronal no corno posterior mas também atua como um antagonista do efeito antinosceptíveis produzido pela morfina e opiáceos endógenos (10, 26).
Os sítios de operação opiáceos – CCK ainda não foram preciosamente determinados, entretanto estudos de ligação sugerem que os receptores opiáceos e os receptores CCK podem ser localizados nos mesmos neurônios (2,5,7,18,30).
Todos os três tipos de receptores opiáceos (MI, Δ, Kapa) são encontrados nos neurônios da glândula da raiz dorsal (5, 27). Enquanto os receptores MI e Δ parecem afetar tanto os canais de cálcio e potássio, os receptores Kapa atuam exclusivamente nos canais de cálcio (D9). Nossos achados de que os efeitos inibitórios produzidos pela U50 são completamente bloqueados pelos antagonistas seletivos dos receptores KAPAS NOZ-BNI suporta a visão de que o efeito da U50 nas correntes de cálcio e resultante da sua interação com o receptor Kapa ou receptor opiácio Kapa. Que a influência da CCK-8 na antagonização no efeito da U50 pode ser completamente bloqueado pelo antagonista seletivo CCK-8 (L365260) é uma linha que deve encontrar não apenas a CCK B mas também a CCK A, os sítios de ligação da CCK B e também da CCK A presentes nos neurônios do glândulo da raíz dorsal dos ratos (77). Também é muito similar a estudos prévios realizados neste laboratório (15) que a CCK-8 era capaz de reverter a inibição das correntes de cálcio voltage independentes induzida pelo antagonista opiácio MI seletivo omecentonil nas mesmas preparações do glândulo da raiz dorsal.
A observação de que a interação CCK opiácio era realizado em 37 neurônios do glândulo da raiz dorsal também foi demonstrado a receber opiáceo Kapa U50. Entretanto os dados mostraram que essa interação existe em apenas 22 e 37 neurônios (59%) esta distribuição tudo ou nada pode ser explicada entre os neurônios do glândulo da raiz dorsal equipados com receptores opiáceos kapa, que apenas 59% deles apresentam uma coexistência com receptores CCK.
É peculiar que a antagonização do CCK-8 na supressão das correntes do fluxo de cálcio mediadas pelo receptor K da célula do glândulo da raiz dorsal portanto da CCK-8 por si só inibi as correntes de cálcio entretanto fenômenos similares tem sido encontrado nos experimentos de retirada de cálcio (45) no qual a CCK-8 antagonizava um efeito inibitório no receptor Kapa sobre a retirada de cálcio no corno posterior da raiz dorsal nas preparações cinapto sônicas enquanto que a CCK-8 por si só inibia a retirada de cálcio.
Esse dilema pode ser o mesmo mecanismo de outros igualmente peculiares denominados que a CCK-8 antagoniza a analgesia pelo opiácio porém ela mesma pode produzir analgesia após a injeção intra pecal (14) ou subcutânea (29).
Essas questões podem ser melhores observadas quando o mecanismo do receptor opiácio e CCK os efeitos nos canais iônicos forem clarificados.
Tanto a inibição das correntes de cálcio induzidas pelos receptores opiácio Kapa e a CCK-8 nos neurônios do glândulo dorsal dos ratos podem ser vencidos pela desterialização das grandes membranas. A inibição voltage independente similar das correntes de cálcio também foi observadas pelo receptor opiácio MI (23, alta 2 adreno-receptor (1) e LHRH (4). A vontade voltage independente pode também, entretanto, ser uma propriedade comum de todos os receptores que mediam a inibição das correntes de cálcio, uma vez que a inibição voltage independente pode ser relatada tanto para os receptores GABA B (21) e alfa 2 abrindo receptores kapa opiácio e o receptor CCK B pode compartilhar um mecanismo comum pra a inibição das correntes de cálcio nos neurônios do glândulo da raiz dorsal dos ratos.
Os receptores opiáceos e CCK estão predominantemente localizados nas substâncias gelatinosas onde as fibras ascerentes terminam.
É interessante perceber se a interação opiácio-CCK-8 ocorre no sítio pré ou pós cináptico ou uma combinação de ambos e uma preparação em vídeo do corno posterior da medula espinhal (DICKENSON ET OL.,3) aplicou glutameto para excitar diretamente neurônios via injeção de pressão, portanto transpassando terminais ascerentes.
Nenhuma interação funcional foi encontrada entre a morfina e CCK, sugerindo que o sítio de ação da CCK e receptor opiácio pode ser nos terminais pré-cinápticos as fibras ascerentes.
Portanto os receptores opiáceos Kapa e os receptores CCK B podem coexistir pelo menos em uma sub população dos neurônios da glândula da raíz dorsal. Além do mais, a interação entre os opiáceos e os receptores CCK podem estar bem localizados pré-cinapticamente.
É provável que a mobilidade sensorial varia entre os corpos celulares do glândulo da raíz dorsal nos diferentes diâmetros. As fibras de condução rápida AΔ e AB nos neurônios dos glândulos da raíz dorsal tem corpos celulares maiores enquanto que as fibras de condução lenta A alfa e C tem corpos celulares menores ( WANG ). A maioria das fibras do tipo A alfa dos neurônios A alfa transmitem informações táteis e propiceptivas enquanto que as fibras AΔ e C mais freqüentemente transmitem informações técnicas e dolorosas (6,28). Portanto os resultados obtidos através de neurônios pequenos e médios da glândula da raíz dorsal podem explicar até certo ponto o mecanismo antagonismo da CCK na analgesia pelo opiácio e no desenvolvimento a tolerância pelo opiácio.

ABORDAGEM BIOLÓGICA MOLECULAR
JI RURONG, VHANG QIN, HANJISHING




A ELETROACUPUNTURA AUMENTA A EXPRESSÃO DO RNA MENSAGEIRO DAS ENCEFALINAS NO CORNO POSTERIOR DA MEDULA ESPINHAL E TRATA-SE DE UM ESTUDO DE HIBRITIZAÇÃO EM SITO.


Estudos prévios demonstraram que a eletroacupuntura acelera a liberação de encefalinas na medula espinhal. Este estudo investigou o efeito da eletroacuputura na expressão da pré pró-encefalina RNA mensageiro na medula espinal de ratos e na medula através de uma técnica estuquímica de hibredização em sito. Os animais recebiam a estimulação com eletroacupuntura 2Hv (equivalentes a 1-2-3 MA, 30 minutos) aplicados em pontos de acupuntura sendial eCVI da perna posterior. Ratos foram confundidos 24 horas após a eletroacupuntura com as alterações quantitativas na expressão do RNA mensageiro da pré pró-encefalinas foram determinados pela emissão autora diográfica. Na estimulação por eletroacupuntura encontrou um aumento no número de neurônios que expressavam na medula espinhal o aumento da expressão do RNA mensageiro e que era ais marcável do corno dorsal hipso-lateral na medula espinhal especialmente nas glândulas 3 e 4 e contra a lateral na medula ventro medial especialmente nos núcleos reticulares paragigantes celulares. Os resultados evidenciam a hipótese encefalinérgica da analgesia por acupuntura. Também sugere que o aumento da biosinte da essência do precursor da encefalina pode auxiliar na compensação para perda de armazenamento de tecidual da encefalina durante o período de estimulação por eletroacupuntura.


SUBSTRATOS CEREBRAIS ATIVADOS PELA ELETEROACUPUNTURA DE DIFERENTES FREQÜÊNCIAS: ESTUDO COMPARATIVO DA EXPRESSÃO DO GENE C-SOS E GENES QUE CODIFICAM TRÊS PEPITÍDIOS OPIÁCIOS.


A analgesia reduzida pela eletroacupuntura de baixa e alta freqüência demonstraram ser mediados por diferentes substratos cerebrais e diferentes pepitídios opiáceos. Neste estudo a imunoreatividade FOZ-LIKE (FLl) e a ibritização em sito de 3 RMAm de 3 opiáceos foi utilizada para examinar o efeito da freqüência da baixa (2Hv) e alta (100Hv) na atividade neuronal e a expressão dos genes opiáceos 2Hv e 100 Hv da eletroacupuntura induziram padrões especiais marcadamente diferentes de expressão da FOS no cérebro de ratos, sugerindo que existe vias neuronais distintas na eletroacupuntura de diferentes freqüências. Do mesmo modo, eletroacupuntura de 2Hv e 100Hv exerce efeitos diferentes na expressão gênica opiácea: enquanto a eletroacupuntura de 2Hv induz uma expressão do RNAm mais extensivo e intênsica pré pró-encefalina (PPE) do que a eletroacupuntura de 100Hv, ele não apresentava efeitos na expressão do RNAm da pré pró dinorcina (PPD) que estava significantemente aumentada pela estimulação da eletroacupuntura de 100Hv. Em contraste, a eletroacupuntura de ambas freqüências não afetou a POMC a expressão do RNA POMC.


Retirado: Zhen Jiu


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

QUALIFICAÇÃO INTERNACIONAL EM ACUPUNTURA

Para conhecermos o assunto é necessário nos inteirar a respeito de algumas entidades brasileiras e internacionais, vejamos seus históricos.

A partir de sua fundação, a AMECA - Associação de Medicina Chinesa e Acupuntura do Brasil em 1983, realizou inúmeros cursos, seminários e atendimentos gratuitos com o intuito de divulgar, desenvolver e elevar a qualificação dos profissionais da Medicina Tradicional Chinesa no Brasil.


Em 1987 como membro fundador, filiou-se à WFAS - Federação Mundial das Sociedades de Acupuntura e Moxabustão e sendo também membro fundador da WFCMS - Federação Mundial das Sociedades de Medicina Tradicional Chinesa.


A WFAS é uma Federação que tem como missão a promoção, o entendimento e cooperação entre as Sociedades de Acupuntura e Moxabustão do mundo todo, reunindo atualmente 73 organizações de Acupuntura em 40 países, com um sem-número de membros associados. Publica quadrimestralmente o World Journal of Acupuncture Moxibustion, desde 1991, edição em inglês por enquanto.


A partir de 1998 passou a estabelecer relações oficiais e reconhecimento da WHO - World Health Organization, (Organização Mundial de Saúde) , e desde então vem trocando informações e realizando trabalhos em conjunto de aperfeiçoamento, desenvolvimento de padrões internacionais e difusão da Acupuntura e da Moxabustão.


Na China, desde 1990, são realizadas provas de proficiência para os profissionais de Medicina Tradicional Chinesa, Acupuntura, Moxabustão, Tui-ná e Fitoterapia pela WFAS e o Comitê Nacional Chinês de Avaliação, orgão estatal responsável pela Medicina Tradicional Chinesa e Fitoterapia da República Popular da China.


No Brasil, a AMECA , o Centro de Exame Internacional em Acupuntura e Moxabustão da WFAS e o Brazilian Training Center of Acupuncture of WFAS, desde 2006 realizam o Exame Internacional de Proficiência de Doutor em Acupuntura por uma equipe examinadora enviada pelo Centro Internacional da China, elaborado nos idiomas português, chinês ou inglês. O exame tem a duração de 2 dias composto por:
Cinco provas teóricas, sendo Teoria da Medicina Tradicional Chinesa, Anatomia e Fisiologia, Teoria da Acupuntura, Diagnóstico e Tratamento; e uma prova prática composta por seleção de pontos, técnica de inserção e manipulação de agulhas em acupuntura, moxabustão, ventosa e sangria.


Conheça mais a respeito do assunto nos sites: 



www.ameca.com.br
www.wfas.com.cn
www.who.int


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Retirado do blog de http://rafaelmarmo.blogspot.com/

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Transtorno Alimentar e a Psicoterapia

O profissional tem um papel importante, tanto no tratamento como no acompanhamento do paciente. 

A indústria da magreza vem trazendo graves conseqüências, especialmente para as jovens. O país também é líder mundial no consumo de medicamentos para emagrecer, segundo pesquisa da ONU. No ano passado, dois casos de modelos mortas vítimas de transtornos alimentares ganharam destaque na mídia. E, na busca excessiva pela forma física induzida pelo mercado da beleza, há quem recorra à cirurgia bariátrica para perder peso rapidamente.

Nesse contexto de constante bombardeio da ditadura da aparência sobre a sociedade, o psicólogo aparece como um profissional indicado para discutir as causas e as repercussões de transtornos alimentares, muitas vezes resultado de desequilíbrio emocional. “Não é preciso saber a especificidade de cada um desses transtornos, mas o profissional precisa estar preparado para reconhecer esses casos”, afirma Alícia Cobelo, chefe do departamento de Psicologia do Protad (Programa de Atendimento à Criança e ao Adolescente) do Ambulim, (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) no Hospital das Clínicas. “A paciente com anorexia nervosa se recusa a manter o peso mínimo saudável para idade e altura, teme engordar e tem distorção de imagem corporal; ou seja, mesmo magra, acha que tem a barriga ou o braço enorme”, exemplifica. Ela explica que, além de dessas características de natureza comportamental, para uma classificação acadêmica, é necessário constatar que a paciente está há três meses consecutivos sem menstruar.

No caso da bulimia, Alicia observa que um dos sinais do transtorno são as compulsões dos pacientes. “É resultado do consumo de muitas calorias em pouco tempo numa combinação inadequada de alimentos, como feijão com sorvete. Depois desse ataque, ela recorre a métodos purgativos para compensar, que pode ser o vômito ou outros, como tomar laxante, diurético ou passar muitas horas na academia”, explica.

Ela ressalta que o tratamento exige o acompanhamento de diferentes profissionais. “O psicólogo não consegue dar conta sozinho. São doenças graves que exigem uma equipe multidisciplinar. O médico e o nutricionista são parceiros do psicólogo”, aconselha Alícia. Os transtornos vêm acompanhados de uma série de comorbidades, que precisam de acompanhamento médico. “O nutricionista também tem um papel importante, porque a disfunção nutricional é visível nesses transtornos”, acrescenta. Esses profissionais podem ser de centros de tratamento como o Ambulim ou o Protad, nos quais o psicólogo pode continuar acompanhando o tratamento do paciente. “Muitas vezes, isso é recomendável até por questões econômicas, quando a família tem dificuldade para pagar uma equipe multidisciplinar”, acrescenta.

A importância da atuação do psicólogo se estende também aos pacientes obesos. “A psicoterapia pode ser de grande ajuda na perda de peso, associada a uma reeducação alimentar e mudança no estilo de vida”, diz Maria Elizabeth Gatto, psicóloga, psicanalista, especialista em transtornos alimentares e obesidade e primeira-secretária do INBIO (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Obesidade). Segundo ela, a obesidade é, não raro, reflexo de problemas emocionais, e não físicos. Atualmente, antes de considerar um tratamento multidisciplinar, muitos pacientes buscam inadvertidamente a cirurgia bariátrica. “É um dos recursos que existem no tratamento, mas que vem sendo banalizada”, avisa.

Maria Elizabeth adverte que mesmo os pacientes que ganharam massa corporal mínima exigida para a realização do procedimento precisam antes passar por um preparo psicológico antes da cirurgia. “A intervenção desse profissional é importante para ajudar o paciente a mudar sua relação com a comida. Ele perde muito peso em muito pouco tempo, e pelo resto da vida vai ter de controlar a dieta, porque o desejo de comer não muda com a cirurgia. Além disso, o paciente também vai ter que lidar com sua nova imagem corporal, com novas situações em seus relacionamentos inter pessoais e com mudanças em seu modo de viver”, afirma.

Um dos riscos de fazer a cirurgia sem acompanhamento psicológico, segundo Maria Elizabeth, é transferir a compulsão. “Se não for satisfeita pela comida ela pode ser substituída: a pessoa passa a beber, gastar, jogar ou fazer sexo para ter a compensação imediata que a comida não proporciona mais”, explica. Outros riscos referem-se à manifestação mais evidente de alterações emocionais pré existentes como depressão e transtornos de ansiedade. Por essa razão, o INBIO luta para que a avaliação psicológica seja obrigatória antes da cirurgia. “Essa avaliação traz um prognóstico de como a pessoa poderá reagir”, argumenta. Segundo Maria Elizabeth, a avaliação pode sugerir que a cirurgia seja adiada ou não seja feita, mas não pode impedir a realização. “Em todos os casos, é recomendado o acompanhamento psicológico posterior à cirurgia.”

Acompanhamento, segundo Alicia Cobelo, do Ambulim, que deve ser feito também pela família, que participa do dia-a-dia e lida com a alimentação e a medicação. “Não dá para tratar o paciente e esquecer a família, senão o tratamento não funciona”, explica.

Alicia afirma que a primeira dificuldade ao lidar com os pais é superar a culpa. “Eles se sentem responsáveis pela doença. A questão da alimentação é muito básica, e não conseguir fazer com que o filho coma traz um peso muito grande”, diz. Outra dificuldade é convencer algumas famílias de que anorexia e bulimia são doenças. “Há pais que dizem que é frescura, porque o problema parece simples. Eles precisam ser convencidos de que os filhos têm um problema sério e precisam ser tratados ou podem até morrer”, ressalta.

A maioria dos estudos atuais sobre obesidade enfatiza não somente a inclusão da família no tratamento, mas também considera a relevância do funcionamento familiar, das práticas conversacionais, legados transgeracionais e a cultura alimentar específica de cada família como aspectos que afetam o desenvolvimento dos transtornos alimentares, segundo Heloísa Chiattone, psicóloga hospitalar, presidente da Alapsa (Associação Latino-americana de Psicologia da Saúde) e coordenadora dos serviços de psicologia hospitalar do Hospital do Servidor Público Municipal e da Santa Casa de Vinhedo. “É fundamental lembrar que os efeitos do diagnóstico e tratamento de transtorno alimentar afetam o sistema familiar, incluindo a internação hospitalar”, afirma.
Nesse caso, Heloísa diz que a rotina familiar é alterada e o tratamento pode exigir mudanças permanentes. Ela acredita que o melhor caminho é envolver adequadamente os familiares. “Demarcar fronteiras entre tratamento profissional e o cuidado familiar e tentar distanciar os parentes do paciente reforçam as diferenças e a animosidade entre família, médicos e equipe, dificultando o tratamento”, explica. “O maior propósito das intervenções psicológicas e terapêuticas, frente a todos esses estresses, é a prevenção de sintomas e a disfunção na organização familiar, que é diariamente observada pelos psicólogos hospitalares.”
Heloísa destaca que, a partir do momento da internação do paciente, há uma “mudança” de papéis: a família passa a ser “visitante” ou “acompanhante” e não mais cuidadora. Por isso, deverá ser também considerada paciente, até que possa voltar a cuidar. “Um dos desafios do psicólogo hospitalar no tratamento de pacientes com transtornos alimentares no Hospital Geral é envolver e compartilhar com familiares e pacientes suas histórias repletas de insegurança e angústias, visando construir uma boa relação entre a família e a equipe de tratamento, para que a compreensão dos significados possa ser transformada, traduzindo-se em benefício para todos os envolvidos no processo.”

Jornal PSI - número 152 • maio / junho 2007


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