terça-feira, 23 de maio de 2017

Macaco bêbado e nosso processo de cura!


Imaginem quanta energia é gasta para manter um músculo tenso, para que um câncer, por exemplo, consiga vencer nosso Sistema Imunológico. Muita energia é gasta para que a doença permaneça em nosso corpo e mente.
Com a vida moderna nós não paramos mais, estamos sempre conectados, distraídos, vivendo o mundo lá fora. O mundo interno está uma verdadeira bagunça. Estamos sendo habitados por diversos “personagens” internos que simplesmente são um verdadeiro desastre para nossas vidas.
Um destes personagens, um dos mais perigosos pois seu disfarce não levanta muita suspeita, é o que eu chamo de Macaco Bêbado.
Nossa mente parece, muitas vezes, com um macaco bêbado. Essa imagem é muito interessante porque ele é um animal muito brincalhão mas muito inconveniente, também.
Quando ficamos com certos tipos de pensamentos como por exemplo os pensamentos de incapacidade e desalento, é o macaco bêbado em nós. Quando não levamos a sério um projeto pessoal ou quando nos desvalorizamos também é o danado do macaco. Ele não nos deixa em paz, faz travessuras, incansavelmente, até ficarmos exaustos e cairmos em um estado de profundo torpor mental. A mente inquieta é um grande problema para todos nós.
Pensando em tudo isso e tentando aprender como lidar com esta mente descontrolada, lembro que temos centros de força dentro de nós. Estes centros de força representam nossa energia vital básica.
Existe o centro mental, onde a percepção a visão e a compreensão trabalham juntos, ou pelo menos deveriam. Quando conseguimos trabalhar este centro de força nossa mente é clara, aberta e tranquila. Não permitimos a manifestação do macaco bêbado. Assim liberamos muita energia que ficou represada. Esta energia pode ser utilizada para criatividade, para nos orientar e principalmente para nos CURAR.
Para atingir a cura interior, a verdadeira cura, passamos por algumas condições ou fases.
A primeira condição é que precisamos nos sentir seguros, sem isso nós não nos entregamos ao processo. A nossa mente racional inferior, o macaco bêbado, não vai deixar que o ciclo de cura se complete. Muitas pessoas para se sentirem seguras precisam saber, conhecer, aprender sobre si mesmas para poder se entregar. É importante dar esta oportunidade a si mesmo de autoconhecimento, sendo isso o primeiro passo na jornada de autocura.
Mas tudo em excesso é perigoso porque quanto mais nós pensamos menos nós sentimos. A segunda condição para a cura é silenciar a mente. Ela, a mente, quando em descontrole ou quando tenta entender tudo através da razão acaba bloqueando a energia no nosso corpo gerando muita dor muscular e dores de cabeça. Por isso falamos que estamos de cabeça quente, de tanto pensar.
Quando calamos a mente liberamos muita energia para nossa vida emocional. Aqui começamos a nos relacionar com um outro universo, um novo mundo com regras e leis diferentes do mundo racional. Entramos no reino das abstrações, sonhos e da imaginação livre.
As emoções não são racionais, elas não podem ser explicadas ou justificadas. Neste momento permita ser livre para sentir. As nossas emoções precisam ser vividas, expressas. Quando isso acontece a inteligência inata do nosso corpo começa a agir.
Entramos no universo do nosso eu emocional e o terceiro passo é o reconhecimento das nossas emoções e a aprovação delas. Não importa o quão pareça estranha a emoção que vamos sentir, ela precisa ser reconhecida e aprovada, sem ser julgada. Este momento é muito difícil pois descobrimos que somos 100% responsáveis pelo que sentimos e muitas vezes julgamos fortemente as emoções que começam a emergir das profundezas de nosso ser. Sentimos vergonha, medo e nos retraímos e isso pode interromper todo o processo de cura interior.
Não há necessidade de usar a razão para explicar o que você está sentindo, lembre-se deixe o macaco bêbado de lado, não pense, não tente explicar, muito menos tente justificá-la – não se justifica uma emoção. Saiba que sempre há um bom motivo para sentir uma emoção se não ela não existiria. Saber isso já é suficiente, saber isso é permitir.
Fazer isso é ensinar o macaco bêbado a aceitar coisas que ainda não podem ser explicadas. Em muitas fases de nossas vidas nós nos deparamos com o “não saber”, é importante aceitar que neste momento você não sabe, ficar em paz, simplesmente deixar acontecer.
Agora estamos em um dos momentos mais belos de todo o processo. Quando verdadeiramente nos entregamos vem uma onda de energia que nos desperta do torpor e transforma a doença. Essa energia é aquela energia que mencionei anteriormente. É a energia que a doença usava para se manter viva e atuante, agora essa mesma energia é utilizada para sua cura!
Quando todos os mecanismos de fuga – as traquinagens do macaco bêbado foram abandonadas o espírito se sente livre e as tensões presas pelas cargas emocionais podem ser liberadas e a energia será utilizada de maneira construtiva. Este estágio é irreversível, é o estágio da transformação.
Aqui a verdade vem à tona. É neste momento que nosso mundo, até então muito certo e estável, vai ser abalado profundamente. Fique muito atento a isso, pois você vai dar uma guinada de 360 graus e isso pode deixar você muito desorientado, sem saber o que fazer ou para onde ir – procure ajuda!
Quando isso acontece entramos para a fase final do ciclo de cura. A cura já está completa, ela já aconteceu, mas às vezes as mudanças foram tão drásticas nas nossas vida que é necessário aceitar e buscar apoio.
Neste ponto muitas vezes casamentos foram dissolvidos, mudança de emprego e de profissão foram necessárias. Muitos mudam de cidade de país, tudo está diferente. Nós ficamos em um momento de muita vulnerabilidade e dúvida, suscetíveis ao desencorajamento por qualquer motivo. Um amigo, por exemplo, pode fazer uma brincadeira e isso pode ser catastrófico neste ponto do processo. Esteja muito atento, ancorado na sua força interior e certifique-se de que está sendo bem apoiado e aceito, por você e por pessoas da sua confiança.
Respeite este momento, invista tempo e cuidado pessoal até que você se sinta forte e bem estabelecido. Busque um ambiente solidário, fique forte.
Lembre-se de que o macaco bêbado quer destruir tudo através do menosprezo de nossos talentos inatos com uma tagarelice interna de enorme depreciação. As desculpas são suas maiores armas. Não fique parado arranjando desculpas, para não seguir em frente, vá viver o que você sempre quis no mais íntimo de seu ser! E bom processo de cura pra você.
Karina Paitach
Psicóloga Acupunturista.

sexta-feira, 31 de março de 2017

COMUNICAÇÃO COMPASSIVA - WORKSHOP


NÃO PERCAM!!!

20/05/2017
Sábado
9h ao 12h


O dicionário diz que comunicação é a habilidade de se fazer entender. Não somos muito habilidosos nisso, pelo menos não é como nos comportamos no mundo atual. Na verdade, na maioria das vezes queremos mesmo é que o outro faça o que é plausível para nós, e que aja da forma como esperamos. Nos comunicamos violentamente quando não levamos em conta o outro, quando estamos tão arraigados em nossas crenças que nos tornamos donos da verdade, julgamos a partir de conceitos herdados. Quando por medo, culpa, insegurança nos defendemos impetuosamente. Comunicar-se compassivamente significa levar em conta o sofrimento do outro e, para isso precisamos escutá-lo sem julgamentos ou preconceitos. Significa levar em conta, também nossos sentimentos para os expressar claramente, abdicando assim de grosserias e exigências. Significa levar em conta as palavras que usamos como instrumentos que podem ser positivos ou negativos. Significa escolher entre julgar ou rotular nossos semelhantes, ou ouvi-lo com o coração aberto. Significa construir diques ou construir pontes.

Conteúdo do Workshop

- Diferenças entre comunicação Compassiva e comunicação Violenta.
- Diferenças entre Observação e Avaliação.
- Identificação e Expressão de Sentimentos.
- Responsabilidade sobre os próprios sentimentos.
- Identificação das nossas reais necessidades.
- Estabelecimento de empatias.
- Adequação da Linguagem na Comunicação.
- Práticas.

Duração: 1 encontro de 3 horas no sábado – das 9h00 às 12h00.

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FACILITADORAS DO WORKSHOP

Mariza Helena Ribeiro Facci Ruiz - Graduada pela Universidade de São Paulo (FFCL SP) em Línguas Neolatinas – Português, Francês e Italiano), Escritora e Poetisa, Educadora em Florais de Bach com formação pelo Instituto Bach da Inglaterra, Educadora em Valores Humanos, Mestre Reiki, Doula.

Karina Paitach - Psicóloga. Pós-Graduada em Medicina Tradicional Chinesa e Mestranda pelo Departamento de Enfermagem Psiquiátrica da USP de Ribeirão Preto.

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Informações e Inscrições:

Karina - 16 981446404 ou
Mariza - 16 999926596