sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Guerra da Arte - resumo do livro.

Pressfield dividiu o livro em 3 partes: na primeira ele fala sobre o nosso maior inimigo, a Resistência. No segundo, sobre como combater a Resistência e no terceiro ele vai além e mostra o que acontece quando vencemos a Resistência.

Fonte: http://www.clicandoeandando.com

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Possuímos 2 vidas: a vida que vivemos e a vida não vivida que existe dentro de nós. Entre as 2 encontra-se a Resistência.

Resistência é a força mais tóxica do universo: ela nos derrota, nos faz menores do que nascemos pra ser.

Pressfield fala que “qualquer ato que rejeite a gratificação imediata em favor do crescimento da saúde e da integridade de longo prazo, evocará a Resistência”.


A resistência é uma força de repulsão. É negativo. Seu objetivo é nos afastar, distrair, nos impedir de fazer nosso trabalho.


Ela parece vir de algo externo. É comum a encontrarmos em parentes, namorados(as)/esposos(as), empregos, chefes… Porém, a resistência surge em nosso interior.


É o inimigo interno.


Ela é multiforme e está sempre mentindo e enganando. A resistência é como o Exterminador do Futuro, o Alien, o Tubarão: uma máquina de destruição. Ela não é pessoal: não sabe quem você é e não se importa. A resistência é uma força da natureza.


E uma coisa que me chamou muito a atenção é que quanto mais importante um projeto ou ação for para nós, mais resistência teremos em fazer.


Pressfield fala que o guerreiro e o artista (seja qualquer arte ou atividade que desejamos fazer) vivem pelo mesmo código de necessidade que dita que a batalha tem que ser travada a cada novo dia. Pois a resistência joga pra ganhar e se alimenta do nosso medo. É a auto-sabotagem mas é também a sabotagem dos outros. Por isso, nós devemos ser implacáveis não só com a gente mesmo mas também com os outros e o melhor que podemos fazer para os outros é servir de exemplo e inspiração.


Sintomas Comuns da Resistência:


– Procrastinação: é a mais comum pois é mais fácil racionalizar. Geralmente não dizemos “nunca vou começar meu projeto x” mas sim ” Vou começar meu projeto x, só que vou começar amanhã”. E uma coisa muito perigosa sobre a procrastinação é que ela pode virar um hábito.


– Vitimização. Colocar-se na posição de vítima é uma forma de agressão passiva. Fazer-se de vítima é o oposto de realizar seu trabalho. Podemos mudar o curso de nossas vidas nesse exato momento. Agora, podemos sentar e fazer nosso trabalho.


– Compulsões, problemas e qualquer coisa que chame nossa atenção é manifestação da resistência. Realizadores eliminam confusão/problemas de suas vidas, pois sabem que isso os impedem de realizar seu trabalho.


Como ela se apresenta:


Infelicidade. Nos sentimos mal. Entediados. Sem prazer em nada. Sentimento de culpa. Detestamos nossa vida. Detestamos nós mesmos. Surgem vícios, depressão, agressão.


Sócrates disse que “o indivíduo realmente livre somente o é até o ponto de seu próprio autodomínio. Enquanto que aqueles que não governam a si mesmos estão condenados a encontrar senhores que os governem.”


Crítica. Quando vemos outros começando a viver suas vidas autênticas, ficamos loucos se não estivermos vivendo a nossa própria vida real.


Uma coisa muito legal que achei no livro é que o medo nos diz o que devemos fazer. Pressfield diz que o falso inovador é extremamente auto-confiante enquanto que o verdadeiro, morre de medo! Ou seja,quanto mais medo tivermos de uma tarefa (passo, ação), mais certeza podemos ter de que devemos realizá-lae mais gratificante será quando realizar.


A resistência é diretamente proporcional ao amor: O contrário do amor não é ódio, é a indiferença. Para que um projeto prenda nossa atenção pelo tempo necessário para se realizar, tem que estar ligado a uma paixão ou algo maior, que seja de suprema importância para nós.


A resistência é esperta e sabe que quanto mais energia gastamos remoendo as injustiças a vida vida pessoal, menos tutano teremos para realizar nosso trabalho. Quanto mais energia despendemos buscando apoio de colegas e pessoas queridas, mais fracos nos tornamos e menos capazes de administrar nossa tarefa.


A racionalização é o braço direito da resistência: e seu aliado é a parte de nossa mente que realmente acredita no que a racionalização nos diz. A resistência é medo. Mas com disfarces para não percebermos que é o medo que está nos impedindo, se não sentimos vergonha.


Por isso, ao invés de nos mostrar nosso medo (que pode nos envergonhar e nos impedir a realizar nosso trabalho) a resistência nos apresenta uma série de justificativas plausíveis, racionais para não fazermos nosso trabalho. Muitas dessas racionalizações podem até ser verdadeiras, mas não significam nada.


PARTE 2: Combatendo a Resistência (tornando-se um profissional)


Uma coisa é estudar a guerra e outra é viver a vida de um guerreiro. – Telamon da Arcádia


O “amador” joga por diversão. O profissional joga pra valer. O profissional ama tanto sua vocação que dedica sua vida a ela. Compromete-se integralmente. A Resistência detesta que nos tornamos profissional.


Pare de reclamar e comece a fazer. E seja grato, inclusive pelos fracassos.


Tecnicamente o profissional recebe dinheiro. Tecnicamente o profissional trabalha por dinheiro. Mas no final das contas, faz por amor. O amador acredita que antes deve vencer o medo e só depois poderá fazer seu trabalho. O profissional sabe que o medo jamais pode ser superado. Um profissional não aceita desculpas.


O profissional dedica-se a dominar a técnica não porque acredita que a técnica seja um substituto para a inspiração, mas porque quer estar de posse de um arsenal completo de habilidades quando a inspiração vier.


O amador acha que sabe tudo ou que pode descobrir tudo sozinho, ao passo que o profissional procura aprender com os melhores.


MEDO DA REJEIÇÃO


A Resistência sabe que temos e usa esse fato contra nós. Usa o medo da rejeição para nos paralisar.


O profissional não pode levar a rejeição para o campo pessoal. As críticas não são os inimigos. A Resistência é o inimigo. A batalha se trava dentro de nossa própria cabeça. Não podemos deixar que a crítica externa, ainda que verdadeira, fortaleça nosso inimigo interno.


Haja o que houver, nunca deixarei a resistência me derrotar.


Um amador permite que a opinião negativa dos outros o derrube. leva a sério qualquer crítica externa. A resistência adora isso. O profissional controla sua reação, domina sua emoção. O profissional não pode permitir que as ações de outros definam sua realidade. O profissional não dá atenção as críticas. Ele aprende a reconhecer a crítica motivada pela inveja e tomá-la pelo que realmente é: o supremo elogio.


O que o crítico mais odeia é aquilo que ele próprio teria feito se tivesse tido coragem.


PARTE 3: Além da Resistência


Assim como a resistência trabalha para nos impedir de fazer o que nascemos para fazer, forças iguais e contrárias contrapõem-se a ela.


O mais importante é todo dia fazermos o nosso trabalho (projeto, atividade, qualquer ação que nos propusemos a fazer). Ao fazer isso uma força invisível (chame como quiser: Deus, natureza, energia…) trabalha a nosso favor. No momento em que uma pessoa se compromete, a providência também começa a se mover.


Steven conta que os grandes trabalhos artísticos já existem em uma esfera superior e estão a espera de uma pessoa (um gênio) para dar vida e corpo à obra. E por Gênio ele quer dizer espírito inspirador.


Steven diz ainda que quando iniciamos um empreendimento/trabalho e abrimos nosso próprio caminho permitimos que essa “força oculta” criadora nos impulsione e trabalhe a nosso favor.


E essa força é muito mais inteligente do que nós. Ela funciona. Ela organiza. Esse princípio da organização faz parte da natureza: as estrelas têm sua órbita, os rios sabem seu caminho para chegar ao mar.


Assim, quando nós criamos algo (um livro, filme, empresa, projeto, atividade) o mesmo princípio se aplica e temos ideias, insights o tempo todo e recebemos tudo o que precisamos para que aquilo seja feito.


Resumindo:


A Resistência é nosso grande inimigo. E é algo interno.


Para combatê-la é preciso simplesmente fazer aquilo que nos comprometemos a fazer


Assim que entramos em movimento/ação, uma força superior também age a nosso favor.